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Estados Ibero-Americanos em frenética desenvoltura na arte e cidadania

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O atendimento à demanda por cultura depende, entre outras circunstâncias, de um financiamento adequado e da presença de uma entidade respeitada internacionalmente fornecendo-lhe auxílio logístico. No caso da Organização dos Estados Ibero-Americanos(OEI), representada na tarde do último sábado por Claudia Castro, da OEI/Brasil, durante o Encontro Internacional da Diversidade Cultural, foram informados os novos projetos desenvolvidos pela entidade para a cultura dos países membros. Um dos programas mais recentes é o Ibero-museus, financiado por dez países que atendem a outros vinte e dois. Cláudia informa que as linhas de ação do projeto são o fomento às artes, a capacitação de gestores, o apoio a projetos museológicos, e a criação de um prêmio de boas práticas na área. Também é trabalhado outro programa, este voltado à educação, arte, cultura e cidadania, tendo como foco principal a formação de público. Em alguns dos países membros da OEI, ele é desenvolvido para criar o conceito de "gosto adquirido" pela cultura. "O artista trabalha para comunicar algo a alguém e não para um plateia vazia", aponta Claudia. Um dos países mais atendidos é o Brasil, que também está presente em outro projeto, o Cercas. Nele ocorre a capacitação em cultura e ciência, com cursos-pilotos de gestão cultural. O primeiro acontece na cidade de Varginha, localizada no estado de Minas Gerais. Outros 22 municípios vão receber o programa. Toda essa concentração no fomento e na criação de novos núcleos culturais também acaba por se pensar nos projetos de premiação. O mais novo promovido pela OEI é o Viva Leitura. Segundo Claudia, ele estimula a formação da demanda pela leitura para que a sociedade passe a buscar cada vez mais o livro como fonte de conhecimento. No visível alcance que tais projetos têm conseguido, um dos prêmios saiu para a sensacional iniciativa de um morador de rua: ele formou uma biblioteca com livros encontrados no lixo, e além da premiação, mostrou como a cultura pode, surgida de qualquer espaço, desenvolver a sua diversidade sem deixar de lado nenhum indivíduo.
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